Akordans
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11 de agosto de 2026

O que inclui (e o que não inclui) uma gestão digital de condomínios: a lista completa

O que faz uma gestão digital de condomínios como a Akordans, que tarefas de um administrador tradicional não inclui, e que valor jurídico traz que quase ninguém espera.

"Administrador" é uma palavra que junta demasiadas coisas

Em Portugal, quando um condomínio diz "temos administrador", está na verdade a descrever um pacote: alguém que convoca assembleias, alguém que faz a contabilidade, alguém que cobra as quotas, alguém que chama o canalizador, e alguém que percebe de leis quando é preciso. Cinco trabalhos distintos debaixo de uma só etiqueta.

Isso faz com que qualquer alternativa "mais leve" gere sempre a mesma pergunta: leve em quê? Se não for especificado, a administração assume que continua tudo incluído, e no dia em que precisa de algo que não está, a surpresa chega na pior altura.

Esta lista separa as três coisas que costumam misturar-se: o que uma gestão digital como a Akordans efetivamente faz, o que as pessoas dão por garantido que faz e não faz, e o que quase ninguém espera mas é onde mais se joga a segurança jurídica do condomínio.

1. O que fazemos: o ciclo completo da assembleia

Isto não é um subconjunto do serviço — é o serviço. Tudo o que acontece entre decidir convocar uma assembleia e a deliberação ficar firme e arquivada.

Convocatórias com o prazo legal correto

Cada tipo de assembleia tem um prazo mínimo de aviso diferente. É calculado automaticamente, não a olho.

Ordem de trabalhos com a maioria já associada

Cada ponto da ordem de trabalhos tem ligado o tipo de deliberação, para se saber desde o início que maioria é precisa para ser válida.

Votação digital ponderada por permilagem

Quando a lei exige dupla maioria (número de condóminos e permilagem), o sistema calcula-a sem margem de erro manual.

Redação de deliberações com IA, a partir do resultado da votação

O texto de cada resolução é gerado a partir de como se votou de facto — não ao contrário.

Revisão de um advogado colaborador

Consoante o nível de cobertura contratado, um advogado revê e dá o aval às deliberações com implicações legais antes de se considerarem fechadas.

Registo de auditoria de cada deliberação

Quem aprovou, quem rejeitou, o que foi alterado e quando — um histórico que não pode ser reescrito depois.

Ata digital estruturada

O equivalente ao livro de atas, mas exportável e organizado por assembleia desde o primeiro dia.

Comunicações da assembleia

Convocatórias, resultados de votação e atas chegam a cada condómino por um canal oficial, não pelo grupo de WhatsApp do prédio.

2. O que as pessoas dão por garantido que incluímos, e não

Esta é a lista que convém ter clara antes de contratar, não depois. Se o vosso condomínio precisar de algo daqui com regularidade, vai continuar a precisar de alguém — administrador, gestora de condomínios ou profissional avulso — para o cobrir.

Contabilidade e fecho de exercício

Não fazemos o livro de receitas e despesas nem preparamos a prestação de contas anual.

Cobrança de quotas (domiciliação)

Não gerimos os recibos mensais dos condóminos nem a relação com o banco.

Gestão de incumprimento

Não cobramos dívidas nem iniciamos o processo judicial de cobrança.

Pagamento a fornecedores

Eletricidade, água, elevador, limpeza, jardinagem, seguro: a gestão desses pagamentos não está incluída.

Fundo de reserva

Não administramos o fundo de reserva obrigatório do condomínio.

Contratação e acompanhamento de obras

Não procuramos nem comparamos fornecedores, nem supervisionamos uma obra ou reparação.

Gestão de sinistros

Uma fuga de água ou uma participação ao seguro são geridas fora da plataforma.

Vencimentos e pessoal do condomínio

Se houver porteiro, a gestão laboral não faz parte do serviço.

Atendimento telefónico 24/7 e assinatura no banco

Não há linha de urgência nem assinatura autorizada sobre a conta do condomínio.

3. O que ninguém espera, mas é onde mais se evita um problema

Esta é a parte menos visível do trabalho de um bom administrador — e também a que uma administração sem experiência faz pior sem se aperceber, porque o erro só se vê quando alguém o impugna.

Saber que maioria exige cada deliberação

Simples, dois terços, unanimidade, dupla maioria — confundi-las é uma das causas mais comuns de uma deliberação poder ser anulada depois.

Detetar vícios de forma antes de votar

Um quórum mal contado ou um ponto da ordem de trabalhos mal notificado pode invalidar toda a votação.

Citar a base legal correta em cada deliberação

Em vez de um genérico "nos termos da lei", cada resolução fica ligada ao artigo do Código Civil ou do DL 268/94 que a sustenta.

Uma cadeia documental que resiste a uma impugnação

Atas e votos conservados de forma consistente, não no computador pessoal de quem foi secretário nesse ano.

Memória entre assembleias

O presidente muda a cada mandato; o histórico de precedentes, votos e redações não depende de quem está agora à frente.

Facilitação neutral

As regras serem cumpridas por um sistema, e não por um vizinho a outro vizinho, baixa a tensão em assembleias onde já há atrito prévio.

Proteção de dados básica

Dados pessoais e votos geridos com um mínimo de critério — algo que um condomínio levado a folha de cálculo e WhatsApp normalmente não cobre.

A ideia de fundo

O objetivo não é parecer mais barato ao tirar coisas ao acaso: é ser explícito sobre que parte do trabalho de um administrador é coordenação operacional — que a administração pode assumir com as ferramentas certas — e que parte é critério jurídico, que não se pode improvisar.

Se o vosso condomínio já se autogere com folhas de cálculo e um grupo de WhatsApp, provavelmente já está a fazer, sem saber, boa parte do bloco 1 e algo do bloco 2. O que quase nunca está coberto é o bloco 3 — e é precisamente o que mais caro sai quando falha.